Mostrando postagens com marcador Psiquiatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psiquiatria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

L Alanina

 L-ALANINA

INFORMAÇÕES
É um aminoácido não essencial. É matéria prima para a síntese de glicose no fígado e nos músculos, quando é necessário produção imediata. Alem disso, é um neurotransmissor inibitório, ajudando a diminuir a excitação que é comum nos epiléticos, sendo seu efeito comparável ao do GABA.

POSOLOGIA
É usada em doses de 200mg a 1000mg/dia. Preferencialmente antes da refeições.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MOURA, J.G.P. Nutrientes e Terapeutica. Pelotas/RS: Visão Artes Gráficas, 2009.
FERREIRA, A.O. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora/MG: Pharmabooks, 2002.
Mason, P. Dietary Supplements. 2nd ed. London: Pharmaceutical Press, 2001.
Última atualização:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

L Teanina

L-TEANINA
INFORMAÇÕES
A L-teanina é o único aminoácido presente quase exclusivamente na planta Camellia sinensis (chá verde). É sintetizada na raiz da planta onde a luz solar converte a teanina em polifenóis. Por causa disto, alguns cultivadores do chá verde mantém as plantas fora da luz solar direta para preservar o índice de teanina.
Stress/Ansiedade
Estudos demonstraram que L-teanina induz atividades no cérebro correlacionando um estado de relaxamento. Um pequeno estudo japonês com estudantes universitários mostrou que a administração oral de 200mg de L-teanina leva ao aumento de ondas cerebrais e a um sentido subjetivo de relaxamento.
Tensão Pré-menstrual
Estudos em cooperação entre a Taiyo Kagaku Co., a Universidade de Shizuoka e o The Family Planning Institute of Japan têm demonstrado que mulheres tomando 200mg de L-teanina / dia têm apresentado uma incidência menor de sintomas da TPM. Estes sintomas incluem os sintomas físicos, mentais e sociais.

POSOLOGIA
Para o relaxamento, modulação do humor, ansiedade: 200mg de L-teanina 2-3
vezes ao dia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Juneja LR, Chu D, Okubo T, et al. L-theanine – aunique amino acid of green tea and its relaxation effect in humans. Food Sci Tech 1999;10:199-204.
2. Sakato Y. The chemical constituents of tea: III. A new amide theanine. Nippon Nogeikagaku Kaishi 1949;23:262-267.
3. Unno T, Suzuki Y, Kakuda T, et al. Metabolism of theanine, a gammaglutamylethylamide, in rats. J Agric Food Chem 1999;47:1593-1596.

L Triptofano

L-TRIPTOFANO
INFORMAÇÕES
É um aminoácido essencial é empregado como suplemento dietético. É um precursor da serotonina e devido a isso considera-se que a carência de serotonina no SNC pode estar ligada a depressão, e assim pode ser empregado como coadjuvante de tratamento.

POSOLOGIA
No tratamento da depressão, as doses empregadas são de 1g 3x/dia, mas alguns pacientes podem necessitar de 6g em doses divididas. Idosos podem necessitar de doses mais baixas principalmente se tiver quadro de insuficiência renal.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Formulário Médico Farmacêutico, 2ª edição, 2002.
FERREIRA, A. O. Medicina Ortomolecular e Radicais Livres - Manual Terapêutico. 1ª edição. Juiz de Fora: Medicamentus Farmácia de Manipulação, 1999.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dosagem Psiquiatria

DOSAGEM PSIQUIATRIA


Efeitos Colaterais
0: Desprezível

0/+: Mínimo
+: Suave

2+: Moderado
3+: Moderadamente Grave
4+: Grave



PRINCÍPIOS ATIVOS
DOSES POSOLÓGICAS
EFEITOS COLATERAIS
Amitriptilina
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 100 – 200
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 300
  • Pediátrica
Crianças até 06 anos: 10mg/dia dose única na hora de dormir
Crianças 06 – 12 anos (mg/dia): 10 – 30 ou 1 – 5 mg/kg/dia
Adolescente: 10mg/3xdia e 20mg na hora de dormir: ajustar posologia conforme a necessidade e tolerabilidade até o máximo de 100mg/dia fracionados ou em dose única na hora de dormir
  • Doses Máximas
Idosos: máximo de 100/dia
Pacientes em Ambulatórios: 150 mg/dia
Pacientes Hospitalizados: 300 mg/dia
Agitação: 0
Convulsões: 2+
Sedação: 3+
Hipotensão: 3+
Efeitos Anticolinérgicos: 3+
Efeitos Gastrintestinais: 0/+
Ganho Ponderal: 2+
Efeitos Sexuais: 2+
Efeitos Cardíacos: 3+
Clomipramina
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 100 – 200
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 250
  • Pediátrica
Antidepressivo: Acima de 10 anos e adolescente a dose inicial de 20 – 30 mg/dia a posologia pode ser aumentada em 10 mg em intervalos de 4 ou 5 dias conforme a necessidade e tolerabilidade.
Antiobcessivo: dose inicial e única de 25 mg/dia; aumentar gradualmente até 100 mg/dia ou 3 mg/kg ou menos e, posteriormente, até o máximo de 200 mg/dia ou 3 mg/kg.
  • Doses Máximas
Pacientes em Ambulatórios: 250 mg/dia
Pacientes Hospitalizados: 300 mg/dia
Agitação: 0
Convulsões: 3+
Sedação: 2+
Hipotensão: 2+
Efeitos Anticolinérgicos: 3+
Efeitos Gastrintestinais: +
Ganho Ponderal: 2+
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 3+
Doxepina
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 100 – 200
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 300
Pacientes com sintomatologia branda ou sintomas emocionais acompanhados de doenças orgânicas podem ser controlados com doses mais baixas, como 25 ou 50 mg/dia.
  • Doses Máximas
Pacientes em Ambulatório: 150 mg/dia.
Pacientes Internados: 300 mg/dia.
Agitação: 0
Convulsões: 2+
Sedação: 3+
Hipotensão: 2+
Efeitos Anticolinérgicos: 2+
Efeitos Gastrintestinais: 0/+
Ganho Ponderal: 2+
Efeitos Sexuais: 2+
Efeitos Cardíacos: 3+
Duloxetina
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 80 – 100
Variação Posológica (mg/dia): 40 – 120
Pacientes com sintomatologia branda ou sintomas emocionais acompanhados de doenças orgânicas podem ser controlados com doses mais baixas, como 25 ou 50 mg/dia.
  • Doses Máximas
Pacientes em Ambulatório:  mg/dia.
Pacientes Internados:  mg/dia.
Agitação: +
Convulsões: 0
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0/+
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 0/+
Ganho Ponderal: 0/+
Efeitos Sexuais: 0/+
Efeitos Cardíacos: 0/+
Imipramina
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 100 – 200
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 300
Incontinência urinária: entre 10 a 50 mg/dia; ajustar a dose (aumentar conforme a resposta terapêutica até o máximo de 150 mg/dia).
  • Pediátrica
Antidepressivo: fracionados em 2 vezes:
Crianças de 6 a 12 anos: 10 a 30 mg/dia;
Adolescentes: 25 a 50 mg/dia; ajustar a posologia conforme a necessidade e tolerabilidade até 100 mg/dia.
Antienurético (dose limite usual é de 2,5 mg/kg/dia)
Via oral, 25 a 50 mg/dia, 1 vez/dia, 1 hora antes de deitar. Se não houver resposta satisfatória na primeira semana, aumentar a dose para 50 mg (crianças abaixo de 12 anos) ou para 75 mg (crianças acima de 12 anos), à noite.
A posologia pode se tornar mais eficaz quando metade da dose é administrada no meio da tarde e a outra metade na hora de dormir.
Doses diárias superiores a 75 mg não melhoram a resposta antienurética. A suspensão gradual da dose causa menor reincidência do que a suspensão abrupta.
  • Doses Máximas
Idosos: 100 mg/dia
Pacientes em Ambulatório: 200 mg/dia
Pacientes Internados: 300 mg/dia
Agitação: 0/+
Convulsões: 2+
Sedação: 2+
Hipotensão: 2+
Efeitos Anticolinérgicos: 2+
Efeitos Gastrintestinais: 0/+
Ganho Ponderal: 2+
Efeitos Sexuais: 2+
Efeitos Cardíacos: 3+
Nortriptilina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 75 – 150
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 250
  • Pediátrica
Antidepressivo
Crianças entre 6 a 12 anos: 10 a 20 mg/dia ou 1 a 3 mg/kg/dia, fracionadas.
Adolescentes: 25 a 50 mg/dia, fracionadas; ajustar a posologia conforme a necessidade e tolerabilidade.
Agitação: 0
Convulsões: +
Sedação: +
Hipotensão: +
Efeitos Anticolinérgicos: +
Efeitos Gastrintestinais: 0/+
Ganho Ponderal: +
Efeitos Sexuais: 2+
Efeitos Cardíacos: 2+
Citalopram
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 20 – 40
Variação Posológica (mg/dia): 10 – 60
Na presença de comprometimento hepático usar a dose de 20mg/dia.
Agitação: 0/+
Convulsões: 0
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0
Escitalopram
  • Adulto
Dose Habitual (mg/dia): 20 – 40
Variação Posológica (mg/dia): 10 – 60
Agitação: 0/+
Convulsões: 0
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0
Fluoxetina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 20 – 40
Variação Posológica (mg/dia): 5 – 50
Distúrbio obsessivo-compulsivo, Distúrbio pré-menstrual: dose inicial de 20 mg/dia, pela manhã. Aumentar a dose, se necessário e bem tolerado, em intervalo entre 4 a 8 semanas.
Bulimia nervosa: dose de ataque de 60 mg/dia, pela manhã.
  • Doses Máximas
Idosos: não devem exceder de 60 mg/dia.
Agitação: +
Convulsões: 0/+
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0+
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0/+
Paroxetina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 20 – 40
Variação Posológica (mg/dia): 10 – 50
Antiobsessão: dose inicial de 20 mg/dia, pela manhã. Aumentar a dose com incremento de 10 mg/dia com intervalo de 7 dias, se necessário.
Antipânico: dose inicial de 10 mg/dia, pela manhã. Aumentar a dose com incremento de 10 mg/dia com intervalo de 7 dias, se necessário.
  • Pediátrica
A segurança e a eficácia não estão definidas.
Agitação: +
Convulsões: 0
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0+
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0
Sertralina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 100 – 150
Variação Posológica (mg/dia): 50 – 200
Distúrbio obsessivo-compulsivo: dose inicial de 50 mg/dia, pela manhã ou à tarde. Aumentar a dose com incremento de 50 mg em intervalo de 1 semana, se necessário e bem tolerado.
Pânico: dose inicial de 25 mg/dia, pela manhã ou à tarde. Após 1 semana, aumentar a dose para 50 mg/dia. Pode-se aumentar a dose com incremento de 50 mg em intervalo de 1 semana, se necessário e bem tolerado.
  • Pediátrica
Depressão mental: Eficácia e segurança não definidas.
Distúrbio obsessivo-compulsivo
Criança entre 3 a 13 anos de idade: dose inicial de 25 mg/dia, pela manhã ou à tarde. Aumentar a dose em intervalo de 1 semana, se necessário e tolerado.
Criança entre 13 a 17 anos de idade: dose inicial de 50 mg/dia, pela manhã ou à tarde. Aumentar a dose em intervalo de 1 semana, se necessário e tolerado.
Agitação: +
Convulsões: 0
Sedação: 0/+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0
Venlafaxina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 75 – 225
Variação Posológica (mg/dia): 25 – 375
Dose inicial de 75 mg/dia, com alimentos, pela manhã ou à tarde. Aumentar a dose com incremento de 75 mg/dia em intervalo de 4 dias.
Na presença de comprometimento da função hepática, a posologia deve ser diminuída de 50% ou mais.
Na presença de comprometimento da função renal moderada, a posologia deve ser diminuída de 25% e de comprometimento grave (depuração da creatinina menor que 30 ml/min) de 50%.
  • Pediátrica
A segurança e a eficácia não estão definidas em pacientes com até 18 anos.
  • Doses Máximas
Dose máxima em adultos: 225 mg/dia (Liberação prolongada) ou 375 mg/dia (liberação normal).
Agitação: 0/+
Convulsões: 0
Sedação: 0
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 3+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0/+
Bupropiona
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 200 – 300
Variação Posológica (mg/dia): 100 – 450
Dose inicial de 100 mg, 2 vezes/dia. Após 3 dias do início do tratamento, a posologia pode ser aumentada para 100 mg 3 vezes/dia,conforme a necessidade e tolerabilidade.
  • Pediátrica
A segurança e a eficácia não estão definidas.
  • Doses Máximas
Dose máxima em adulto: 450 mg/dia. ou 150 mg cada administração.
Agitação: 3+
Convulsões: 4+
Sedação: 0
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 2+
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 0
Efeitos Cardíacos: 0
Trazadona
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 150 – 200
Variação Posológica (mg/dia): 50 – 600
Iniciar com 150 mg/dia, fracionada. A posologia pode ser aumentada em 50 mg/dia. com intervalos de 3 a 4 dias, se necessário e tolerado.
Em idosos: via oral, iniciar com 75 mg/dia, fracionada, aumentando-se gradativamente com intervalos de 3 a 4 dias.
  • Pediátrica
Até 6 anos: dose não definida.
Dose máxima: em crianças de 6 mg/kg/dia
De 6 a 18 anos: iniciar com 1,5 a 2 mg/kg/dia, fracionados; A posologia pode ser aumentada gradualmente com intervalos de 3 a 4 dias, se necessário e tolerado.
  • Doses Máximas
Dose máxima em adultos: pacientes externos, até 400 mg/dia.
Pacientes Internados: até 600 mg/dia.
Agitação: 0
Convulsões: 0
Sedação: 3+
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 2+
Ganho Ponderal: +
Efeitos Sexuais: +
Efeitos Cardíacos: 0/+
Selegilina
  • Adultos
Dose Habitual (mg/dia): 10
Variação Posológica (mg/dia): 5 – 20
5 mg, 2 vezes/dia, de manhã e à tarde.
Nos estágios iniciais da doença, pode ter efeito benéfico em uso isolado.
Nos casos de resposta flutuante, a eficácia do medicamento tende a declinar entre 6 meses à 4 anos.
Na administração concomitante de levodopa, recomenda-se que a posologia diária de selegilina seja fracionada até 4 vezes/dia, a fim de diminuir os efeitos colaterais.
Não convém administrar doses superiores a 10 mg/dia, devido ao risco de inibição não seletiva da MAO; além disto, nestas doses altas não foi demonstrado aumento da eficácia na doença de Parkinson.
Quando administrada juntamente com levodopa, ou levodopa-carbidopa, podem ocorrer movimentos involuntários ou alucinações, e portanto as doses de levodopa devem ser reduzidas de 10% a 30% após 2 a 3 dias, e possivelmente, até 50% com o decorrer do tratamento.
Agitação: 0
Convulsões: 0
Sedação: 0
Hipotensão: 0
Efeitos Anticolinérgicos: 0
Efeitos Gastrintestinais: 0
Ganho Ponderal: 0
Efeitos Sexuais: 3+
Efeitos Cardíacos: 0


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOODMAN, Louis S; GILMAN, Alfred. As Bases Farmacológicas da Terapêutica, 11º Edição, Rio de Janeiro, McGraw Hill Interamericana do Brasil, 2006.
BATISTUZZO, Jose A O; Itaya, Masayuki; Eto, Yukito. Formulário Médico Farmacêutico, 2º Edição, São Paulo, Tecnopress, 2002.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Fluoxetina

Mecanismo de Ação
A fluoxetina é um potente e seletivo inibidor da recaptura neuronal da serotonina. A inibição da recaptura neuronal da serotonina central aumenta sua concentração na sinapse neuronal e a sua função.
Outros efeitos: inibidora enzimática hepática (CYP2D6) e (CYP3A), inibidora da recapturaserotoninérgica plaquetária.

Dosagem
Depressão mental. Distúrbio obsessivo-compulsivo. 
Distúrbio pré-menstrual.
Via oral, dose inicial de 20 mg/dia, pela manhã. Aumentar a dose, se necessário e bem tolerado, em intervalo entre 4 a 8 semanas.

Bulimia nervosa.

Via oral, dose de ataque de 60 mg/dia, pela manhã.

Máxima
Doses superiores a 20 mg/dia. devem ser fracionadas, pela manhã e à noite.
Doses para pacientes geriátricos não devem exceder de 60 mg (base)/dia.

Avisos Importantes
Doses superiores a 20 mg/dia. devem ser fracionadas, pela manhã e à noite.
Doses para pacientes geriátricos não devem exceder de 60 mg (base)/dia.

Reações Adversas
Mais freqüentes: acatisia, disfunção sexual, impotência, exantema, prurido, ansiedade, irritabilidade, anorexia, astenia, diaforese, insônia, nâusea, tremor.
Ocasionais: calafrio ou febre, artralgia, mialgia, pesadelos, alopecia, alterações visuais, dor torácica, tontura, frequência urinária, alteração do paladar, constipação, xerostomia, aumento do apetite, flatulência, dor estomacal, vômito, dor menstrual, fotossensibilidade, vasodilatação (calor ou lufada de calor), bocejo., diminuição da líbido, ausência ou atraso na ejaculação, anorgasmia, disfunsão erétil.
Raras: equimose, hematoma, edema ou dor na mama, dispnéia, galactorréia, hipoglicemia (ansiedade, calafrio, suor frio, confusão, palidez, dificuldade de concentração, sonolência, fome, palpitação, cefaléia, irritabilidade, dificuldade em andar, cansaço, fraqueza), hiponatremia (confusão, sonolência, xerostomia, sede, fraqueza, tremor), mania ou hipomania, distúrbios do movimento, palpitação, convulsão, síndrome serotominérgica (diarréia, febre,diaforese, alterações do humor, tremor).
Overdose: agitação, sonolência, hipomania (falar, sentir e agir de forma excitada e atividade não controlada), náusea e vômito, convulsão, taquicardia.

Precauções
Pode ser ingerida com alimentos, o que pode ser conveniente quando ocorre desconforto estomacal.
É excretado pelo leite materno.
Pode ocorrer hipoglicemia durante o tratamento ou hiperglicemia após a retirada da fluoxetina em pacientes diabéticos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Hidrato Cloral

 HIDRATO DE CLORAL
Hipnótico, Sedativo

Indicações
O  hidrato  de  cloral  é  um  hipnótico  sedativo  com  propriedades  semelhantes  as  dos  barbituricos, doses terapêuticas tem um efeito leve sobre respiração e pressão sangüínea.
Externamente  o  hidrato  de  cloral  tem  uma  ação  rubifaciente  e  é  empregado  também  como  contentor  de irritações. 
O cloral hidrato é administrado oralmente na forma se solução oral ou cápsulas gelatinosas com hidrato de cloral diluído em um veiculo aceitável. É também dissolvido em preparações oleosas e usado como enema ou como supositório.
Não deve ser administrado em comprimidos ou pílulas pois pode danificar a membrana mucosa do trato gástrico.

Propriedades
É rapidamente absorvido pelo estomago e inicia sua ação 30 minutos após a ingestão. É amplamente distribuído através do organismo. É metabolizado para acido tricloroacético e tricloroetanol nas hemácias, fígado e outros tecidos e excretado  parcialmente  na  urina  como  tricloroetanol  e  seu  conjugado  glucurônico  (acido  uroclorálico)  e  como  acido tricloroacetico. Quantidades significativas são excretadas pela bile.
O tricloroetanol é o metabólito ativo e atravessa a barreira cerebroespinhal através do fluido, para o leite e para a placenta até o feto. A meia vida do tricloroetanol no plasma é relatada ser aproximadamente entre 7 a 11horas.
Em um estudo comparativo 7 voluntários saudáveis forma administrados com 15mg de hidrato de cloral por kg e triclofós 22,5mg por kg. O pico das concentrações no plasma do  tricloroetanol foram 8,5ug/mL após uma dose única de hidrato  de  cloral  e  8,2ug/ml  após  uma  dose  simples  de  triclofós.  A meia  vida  plasmática  do  acido  tricloroacetico  e tricloroetanol foram de 67, 2 e 8,2 horas, e a ligação a proteínas plasmáticas foi de 94 e 35% respectivamente. O padrão de metabólitos  urinários  foi  semelhante  para  ambas  as  drogas  com  7,1%  de  cloral  hidrato  e  4,6%  de  triclofós  sendo recuperados como glucuronato de tricloroetanol, tricloroetanol e acido tricloroacetico. Após 24 horas menos do que 12% de cada droga  foi recuperado na urina e foi considerado que a excreção biliar é provavelmente uma  importante via de eliminação. Seguida administração dos fármacos após 7 dias, as concentrações de acido tricloroacetico foram maiores do que 80ug por ml.

Contra-indicações
Gravidez – o hidrato de cloral administrado a mãe pode abaixar as concentrações de bilirrubina na criança.
Amamentação – este medicamento pode passar para o leite materno em quantidades suficientes para causar uma sedação mínima após uma longa alimentação.

Dose Usual / Posologia
A dose hipnótica usual é de 0,5 a 2 g à noite e como um sedativo 250mg pode ser dado 3 x ao dia ate uma dose máxima ou diária de 2g. Deve ser tomado com bastante água ou leite. Crianças geralmente toleram bem o cloral hidrato e 50mg/kg  de  peso  corporal  diariamente  pode  ser  dado  ate  uma  dose máxima  de  1g  ao  dia  como  hipnótico.  Uma  dose sedativa para crianças foi sugerida de 8mg/kg de peso  3 x ao dia.
Precauções
 O hidrato de cloral não deve ser utilizado em pacientes com dano renal ou hepático ou doença cardíaca severa e  a administração oral é melhor ser evitada na presença de gastrite. Deve ser usado com cuidado em pacientes susceptíveis a porfiria.
Este medicamento pode causar tontura e deve-se tomar cuidado ao conduzir ou realizar tarefas que requeiram coordenação e atenção. Estes efeitos são aumentados pela administração simultânea de depressivos do SNC como álcool, barbituricos e  outros  sedativos. Uma  reação  vasodilatadora  também  pode  ocorrer  após  administração  concomitante  de álcool. Tem sido sugerido que os efeitos podem ser aumentados se inibidores da monoamina oxidase (IMAO) forem dados conjuntamente mas a validade de qualquer das  interações relatadas tem sido questionadas. Um estado hipermetabólico, aparentemente durante o deslocamento dos hormônios tireóideos para suas pontes de proteínas, tem sido relatado para a administração concomitante de hidrato de cloral e furosemida.

Reações Adversas
Tem  um  gosto  amargo  e  é  corrosivo  à  pele  e  membranas  mucosas  quando  não  é  bem  diluído.  Em  doses terapêuticas  os  efeitos  adversos  incluem  irritação  gástrica,  ataxia,    pesadelos,  excitação  e  confusão  (algumas  vezes paranóia). Recaídas  são menos  comuns do  que  com barbituricos.  Reações  alérgicas  incluem  rash  cutâneo e eosinofilia.
Leucopenia  pode  ocorrer.  Os  efeitos  da  superdosagem  aguda  lembram  o  da  intoxicação  aguda  por  barbituricos.
Adicionalmente ao efeito irritante pode causar vomito inicialmente, e necrose gástrica levando-se ao extremo. Arritmias cardíacas tem sido relatadas. Pode ocorrer dano hepático e renal em associação com albuminuria.
A  ingestão  crônica  de  altas  doses  pode  ser  associada  com  gastrite,  rashs  cutâneos,  vasodilatação  periférica, hipotensão, e depressão miocardica. Dano renal pode ocorrer.
A  tolerância  pode  desenvolver  com  dosagens  altas  ou  prolongadas  e  a  dependência  pode  ocorrer.  A  retirada repentina do hidrato de cloral de um paciente dependente pode resultar em sintomas semelhantes ao delirius tremens.

Interações Medicamentosas
Álcool  –  em  um  estudo  controlado  de  5  voluntários  saudáveis  tratados  com  500mg  de  álcool  por  kg  de  peso corpóreo e  cloral hidrato  15mg/kg,  aumentou e prolongou  as  concentrações  plasmáticas de  tricloroetanol e  reduziu  as concentrações  plasmáticas  de  acido  tricloroacetico.  Por  outro  lado  o  hidrato  de  cloral  aumentou  a  absorção  de  álcool conduzindo as concentrações mais rapidamente conseguidas e elevadas no sangue nos primeiros 30 minutos

Referências Bibliográficas
1.  MARTINDALE – The Extra Pharmacopoeia. 29ªEd. 1989.