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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Inositol

 INOSITOL
INFORMAÇÕES
Inositol é um composto derivado do metabolismo da glicose. Tem como principal função neutralizar o colesterol, pois tem papel auxiliar na quebra de gorduras e colesterol, portanto, pode haver diminuição nos níveis de colesterol com o uso de Inositol em associação a colina. Estas duas substâncias juntas podem impedir a aterosclerose, ou seja, o endurecimento das artérias. Age no funcionamento do sistema nervoso, nutrindo as células cerebrais e, desta forma, auxiliando a transmissão de impulsos nervosos, melhora da comunicação cerebral, memória e inteligência.
Doenças Psicológicas: pacientes acometidos de depressão geralmente apresentam redução dos níveis de Inositol no líquido cefalorraquidiano (cerebrospinal). Algunsresultados preliminares de estudos com suplementos de Inositol revelam promissores avanços para pessoas que sofrem de distúrbios tais como bulimia, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtornos bipolares.

POSOLOGIA
Doses diárias 500 a 1000mg.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Tatyana Dall'Agnol,nutricionista e especialista em Nutrição Clínica (UNIFESP/EPM), em Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ) e mestre em Atividade Física e Saúde.
Sweetman.C.S. Martindale - GUIA COMPLETA DE CONSULTA FARMACOTERAPEUTICA. 2º  edição. Pharma Editores, 2006.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

L Carnosina


L – CARNOSINA
INFORMAÇÕES
A carnosina é um dipeptídeo formado pela β-alanil-l-histidina encontrado em elevadas concentrações no músculo esquelético e envolvida em diversos processos no organismo: participa da neurotransmissão e do controle da fadiga muscular. Atua como antioxidante de amplo espectro sobre muitos tipos de radicais livres como os radicais de oxigênio, radicais de peróxidos, radicais de peróxido de hidrogênios e radicais de hidroxilas. É indicada como suplemento nutricional antioxidante, déficit de memória, autismo (terapia adjuvante), doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença cardiovascular, impotência.
Estudos demostram que a suplementação de carnosina ou seus precursores durante seis a sete semanas obtiveram resultados positivos sobre a diminuição de percepção de esforço em atividade de longa duração pois, os indivúdos que utilizaram apresentaram maior capacidade de remoção de metabólitos ácidos que comprometem o pH sanguíneo e, consequentemente, a performance fisíca.

POSOLOGIA
A dose usual varia de 0,5g a 1g /dia, divididos em 2 tomadas diárias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
The Merck Index.
http://www.sigasuadieta.com.br/2010/08/24/efeitos-da-carnosina-nos-exercicios-de-endurance/

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

L Arginina

 L-ARGININA
A Arginina estimula a hipófise, aumentando a secreção do hormônio de crescimento, sua ação é queimadora de gorduras e promove o desenvolvimento da massa muscular. A Arginina e a Ornitina convertem a amônia em uréia (30 vezes menos tóxica) diminuindo, assim, a fadiga muscular.

Aumento da imunidade
A suplementação de Arginina estimula o timo e provoca a produção de linfócitos nessa glândula. Um grupo de pesquisadores japoneses relatou recentemente que células imunológicas de seres humanos saudáveis, incubadas com excesso de Arginina in vitro, demonstraram um aumento de três vezes na atividade das células de defesa e aumentos igualmente significantes em outras atividades imunes desejáveis, como um aumento de atividade antitumoral direta. Portanto, a L-Arginina pode beneficiar pacientes de AIDS e tratar doenças que afetam o sistema imunológico.
CicatrizaçãoAcelera a cicatrização de ferimentos, e inibe a perda de massa muscular após cirurgias ou ferimentos. Vários estudos com animais documentaram esses efeitos benéficos. Trabalhos preliminares sugerem a aplicação de altas doses de Arginina por via intravenosa, em muitos casos pós-lesões e pós-cirúrgicos.
Protetor hepático e detoxificante
Previne os efeitos tóxicos e normalmente mortais da administração de amônia a ratos. A L-Arginina pode ser usada no tratamento da cirrose, e na neutralização da amônia.
Aumento da fertilidade masculina
Diversos estudos demonstraram a relação entre a baixa contagem de esperma e dietas deficientes em Arginina. Em um estudo, homens que apresentavam baixa contagem de esperma responderam favoravelmente à suplementação de Arginina. Mais de 80% deles apresentaram melhora significante quando tomaram 4 g/dia de Arginina via oral.

POSOLOGIA
As doses utilizadas variam em geral entre 100 a 1000mg.
Podendo chegar há 6g ao dia, administrada 3g duas vezes ao dia.
A dose preconizada para a liberação do hormônio de crescimento é de 1.200 mg/dia associados a 1.200 mg/dia de Lisina. Esta associação é fundamental para a liberação do hormônio de crescimento (GH). A dosagem de Arginina poderá chegar até 1,5 g para esta aplicação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A Enciclopédia de Vitaminas e Minerais, Sheldon Saul Hendler, Ed. campus, Págs. 219-225;
BATISTUZZO, J.A. et all. Formulário Médico Farmacêutico. São Paulo: Tecnopress, 2ª edição, 2002;
Ribeiro, C. Cosmetologia Aplicada a Dermoestética. 1ªedição. São Paulo: Pharmabooks, 2006;
FERREIRA, A.O. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora: Pharmabooks, 2002.

L Ornitina

L-ORNITINA
INFORMAÇÕES
É um aminoácido protéico não-essencial para o funcionamento do organismo. O organismo sintetiza quantidades suficientes da L-ornitina, a partir de outros aminoácidos, de acordo com suas necessidades. 
A L-Ornitina estimula a produção do hormônio do crescimento, incrementa a massa muscular, diminui a quantidade de tecido gorduroso, ativa o sistema imune e a função hepática, evitando danos ao fígado.
A associação dos aminoácidos L-ornitina e L-taurina origina um substituto para o sal de cozinha tradicional: o sal ornitil-taurina, já em uso no Japão por pacientes com restrições ao cloreto de sódio. 

POSOLOGIA
Doses usuais de 100 a 300mg/dia. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Formulário Médico Farmacêutico, 3ª Edição. Martindale, 2ª Edição. Nutrientes e Terapêutica, 2ª Edição. José Gilberto Perez de Moura.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cha Verde Extrato Seco

CHÁ VERDE
INFORMAÇÕES
O chá verde (camélia sinensis) tem seu uso milenar no Oriente e conquistou o mundo ocidental. Tem efeito estimulante, é rico em flavonóides, que são substâncias antioxidantes, ajudando a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce.  Também ajuda a desintoxicar o organismo e reduz o stress oxidativo.
Está comprovado que o chá verde acelera o metabolismo, ajudando a queimar gordura corporal.

INDICAÇÕES
O chá verde possui muitos benefícios para a saúde como: na prevenção do câncer, auxilia no emagrecimento, um excelente antioxidante, ativa o sistema imunológico,e ainda diminui as taxas de colesterol.

POSOLOGIA
De 100 a 250 mg, 3 vezes ao dia de chá verde extrato seco.
Dose máxima diária: 500mg.
Chá verde extrato seco 250 mg, 60 caps 
R$ 32,00

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Guia para a prescrição em Nutrologia eTerapia Bio-Ortomolecular

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Açai

AÇAÍ

INFORMAÇÕES
O açaí (Euterpe oleracea) é um dos alimentos mais ricos em oxidantes, ferro,vitamina E, e grande quantidade de fibras e proteínas. Também são elevados os teores de cálcio e potássio,contém vitamina B1, lipídios, manganês, cobre, boro e cromo.

INDICAÇÕES
Pelo alto teor de nutrientes e pigmentos, é indicado contra a anemia, desnutrição e como protetor do organismo. Também tem ação medicinal, indicada para diversas doenças. Um estudo do journal of agricultural and food chemistry dos Estados Unidos, mostra que os extratos do açaí foram capazes de estimular a destruição de 86% das células de leucemia testadas.

POSOLOGIA
O açaí pode ser consumido como alimento, também existem suplementos á base da fruta como bebidas e barrinhas de cereais. É um produto bastante calórico. Pode ser encontrado em pó liofilizado na forma de extrato seco sem os componentes calóricos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Guia para a prescrição em Nutrologia e Terapia Bio-Ortomolecular

terça-feira, 28 de junho de 2011

Creatina

 Creatina
A creatina é uma substância encontrada na carne vermelha e peixe, e pode ser consumida na forma de suplementos.
Ela é uma forma de armazenamento de energia muscular”, diz Flávia, nutricionista da Clínica do Movimento, doutoranda em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e especialista em fisiologia do exercício (Unifesp). 

Indicação
1. Promove ganho de massa e força muscular (KREIDER, 1995). 
2. Aumento da massa corporal (EARNEST, 1995; GREENHAFF, 1998; KREIDER, 1998; BECQUE et al, 2000), 
3. Aumento da massa magra (VANDERBERGHE et al, 1997; KREIDER, 1998; STOUT et al, 1999; VOLEK et al, 1999; MIHIC et al, 2000), 
4. Aumento da capacidade de esforço e da velocidade de repetição do esforço (GREENHAFF, 1997; GRINDSTAFF et al, 1997; PREVOST et al, 1997; CASEY & GREENHAFF, 2000), 
5. Aumento da performance durante sessões de esforço com contração muscular máxima (GREENHAFF et al, 1993a; BALSOM et al, 1995).  
6. Evita a fadiga aumentando a disponibilidade de fosfato creatina (BALSOM et al, 1994; CASEY et al, 1996; HULTMAN et al, 1996; GREENHAFF, 1997)
7. Aumenta a carga de treinamento (GRENNHAFF, 1997; VANDENBERGHE et al, 1997; VOLEK et al, 1999). 

Modo de Usar 
Sobrecarga mais utilizado é a ingestão diária de 20 - 30 g de creatina monoidrato, em quatro doses iguais de 5 a 7 g dissolvidas em cerca de 250 ml de líquido. Ingerido em três dosagens ao longo do dia por um período de 5 a 7 dias. 
Quando baseada no peso corporal, a dose recomendada é de 0,3 g/kg de massa corporal. GREENHAFF (1997) observou que o uso de mais de 20 g/dia por cinco dias não fornece benefícios adicionais além de ser um desperdício de dinheiro. 
Manutenção recomendada é aproximadamente 2 - 5 g de creatina por dia ou 0,03 g/kg de massa corporal por dia (HARRIS et al, 1992; HULTMAN et al, 1996; GREENHAFF, 1997). 
A combinação da creatina com glicose pode aumentar o transporte de creatina para o interior do músculo, mesmo em indivíduos que parecem ser menos sensíveis à suplementação de creatina (GREEN et al, 1996).
O exercício durante o período de suplementação de creatina pode fornecer um efeito adicional em relação à captação muscular de creatina de acordo com HULTMAN et al (1996) e CLARK (1998). 

Efeitos Colaterais 
Em 1998 a Food And Drug Administration (FDA, órgão que controla todos os produtos alimentares vendidos nos Estados Unidos) publicou uma lista de 32 possíveis efeitos colaterais associados à suplementação com creatina. Entre eles estão relatos de diarréias, ansiedade, arritmias cardíacas, vômitos, cãibras, trombose, náusea, desconforto estomacal e tontura. 
Fabricantes de suplementos alimentares, deixa claro que o excesso de creatina poderá exigir um trabalho aumentado dos rins e fígado, mas uma pesquisa realizada pela Escola de Educação Física e Esporte da USP e divulgada em 2008, comprovou que a suplementação com creatina não gerou sobrecarga nos rins de atletas com 24 anos. O trabalhou chegou a ser publicado no European Journal of Applyed Physiology. 

Estudos
Estudo 01: A idéia de uma substância capaz de renovar infinitamente nosso estoque de energia é suficiente para fazer brilharem os olhos de qualquer corredor. Mas infelizmente esses benefícios só aparecem em atividades de curta duração e alta intensidade – os ganhos para quem corre, uma atividade caracteristicamente de resistência, são nulos.

Estudo 02: A ineficácia da creatina para atividades de longa duração foi comprovada num estudo feito pela Universidade de Medicina Karolisnka, na Suécia. Nove corredores receberam suplementação de creatina (20g por dia) por seis dias, enquanto outros nove corredores ingeriram placebo. Todos os corredores eram bem treinados e experientes. Depois de seis dias, os atletas correram uma prova de 6km em terreno acidentado e, no dia seguinte, correram numa esteira até a exaustão num ritmo ligeiramente mais rápido do que seu melhor ritmo em provas de 5km. Nenhum dos corredores obteve melhora de performance na esteira. O grupo da creatina levou em média 30 segundos a mais para completar o percurso de 6km e apresentou maiores níveis de lactato no sangue depois do esforço na esteira. Os pesquisadores atribuíram esse resultado ao ganho de peso – em torno de 1%, segundo verificado no estudo – e ao aumento da densidade das fibras rápidas promovido pela creatina.

Estudo 03: Já para velocistas a creatina parece ser mais eficiente. Estudos feitos pelo Dr. Eric Rawson, Ph.D do Departamento de Ciência do Exercício da Universidade de Bloomsburg, na Pensilvânia, e pela Dra. Priscilla Clarkson, da Universidade de Massachusetts, observaram o aumento da velocidade em provas de 100m e a redução total no tempo de seis sprints intermitentes de 60m nos indivíduos que receberam creatina, em comparação a nenhuma mudança do grupo que recebeu placebo. “Aproximadamente 70% dos estudos realizados sobre a suplementação de creatina em exercícios de alta intensidade e de curta duração mostram algum benefício ergogênico, ou seja, algum ganho obtido através da suplementação da substância que não seria promovido naturalmente pelo organismo”, revela o bioquímico R.B. Kreider em seus estudos de suplementação de creatina no aumento da performance e na adaptabilidade em treinamentos.
Anna Cristina Castilho, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp/EPM, nutricionista do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN) e nutricionista da equipe Helix de assessoria esportiva, confirma que o uso da creatina como suplemento obtém melhores resultados somente em exercícios de curta duração e de grande intensidade, como as provas de tiro de 100m rasos, sprints, levantamento de pesos e outras modalidades que envolvam esforços intensos e breves.

Estudo 04: Entre esses estudos, está a pesquisa realizada por Kreider com atletas de salto em altura. Depois de ingerirem creatina, esses atletas saltaram no mesmo lugar por 45 segundos. Observou-se um aumento na performance de 7% nos primeiros 15 segundos, de 12% nos 15 segundos seguintes e nenhum benefício nos 15 segundos finais. Em testes de ciclismo de 30 segundos, foi constatado um aumento de 4% na média da performance dos atletas que receberam 20g de creatina por cinco dias antes do teste.

Estudo 05: Um estudo feito em 2002 pelo Laboratório de Biologia Celular do Departamento de Saúde e Nutrição da Universidade do Texas constatou características antioxidantes, combatendo os radicais livres e evitando o envelhecimento celular. A pesquisa foi realizada somente em laboratório e ainda não há conclusões de que a creatina tenha o mesmo comportamento no organismo humano. 

Observação Importante
1. O American College Of Sports Medicine confirma os benefícios da creatina para atividades de curta duração, mas afirma que ainda faltam estudos que estabeleçam uma média significativa para a comprovação segura de seus prováveis efeitos. “Existe muita coisa errada e mal pesquisada na suplementação com a creatina. É preciso cuidado com promessas milagrosas de ganho de rendimento e massa muscular em qualquer substância”, afirma o Dr. Turíbio Leite, fisiologista do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
2. Cada quilo de carne ou peixe oferece cerca de 5g de creatina. Mas mesmo quem capricha nas quantidades desses alimentos não precisa se preocupar com riscos de uma superdosagem – o perigo está nos suplementos que oferecem dosagens maiores que as naturais.
3. Consulte um médico ou nutricionista especialista antes de ingerir qualquer suplemento alimentar. Uma boa alimentação e um treinamento bem estruturado são ainda a melhor maneira de fazer seu condicionamento físico evoluir com segurança. 

Referências Bibliográficas
  1. Harris RC, Soderlund K, Hultman E. Elevation of creatine in resting and exercised muscle of normal subjects by creatine supplementation. Clin. Sci. 1992; 83:367-74.
  2. Hoffman J, Ratamess N, Kang J, Mangine G, Faigenbaum A, Stout J. Effect of creatine supplementation on performance and endocrine responses in strength/power athletes. Int J Sport Nutr Exerc Metab, 16:430-446, 2006.
  3. Maganaris CN, Maughan RJ. Creatine supplementation enhances maximum voluntary isometric force and endurance capacity in resistance trained men. Acta Physiologica Scandivavica. 1998; 163: 279-297.
  4. Volek JS, Duncan ND, Mazzeti SA, Staron RS, Putukian M, Gomes AL, Pearson DR, Fink WJ, Kraemer WJ. Performance and muscle fiber adaptations to creatine supplementation and heavy resistance training. Medicine and Science in Sports and Exercise. 1999; 31.
  5. Bemben MG, Lamont HS. Creatine supplementation and exercise performance: recent findings. Sports Med, 35:107-125, 2005.
  6. Willoughby DS, Rosene JM. Effects of oral creatine and resistance training on myogenic regulatory factor expression. Med Sci Sports Exerc, 35:923-929, 2003.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cafeína

 CAFEÍNA
Estimulante do Sistema Nervoso Central

Propriedades
A cafeína é um estimulante suave e a substância psicoativa mais utilizada amplamente em todo o mundo. Esta presente em refrigerantes, café, chá, cacau e em vários medicamentos com ou sem prescrição. 
A cafeína estimula todos os níveis do SNC, embora seus efeitos corticais sejam mais leves e de menor duração que os das anfetaminas.
É absorvida pelo trato digestivo e distribuida por todos os tecidos rapidamente. Estudos recentes indicam que a cafeína exerce grande parte de seus efeitos fisiológicos por antagonismo com os receptores centrais de adenosina. Calcula-se que, tal qual outras metilxantinas, estimula o centro respiratório medular. Como coadjuvante da anestesia, contrai a vasculatura cerebral, acompanhada de decréscimo do fluxo sangüíneo cerebral e da tensão de oxigênio no cérebro. Produz um efeito inotrópico positivo no miocárdio e um efeito cronotrópico positivo no nodo sinoauricular. Estimula o músculo esquelético possivelmente mediante a liberação de acetilcolina, o aumento da força de contração e a diminuição da fadiga muscular.
Provoca a secreção de pepsina e ácido gástrico pelas células parietais.Aumenta o fluxo sangüíneo renal e a taxa de filtração glomerular e diminui a reabsorção tubular proximal de sódio e água, provocando uma diurese moderada. Inibe as contrações uterinas, aumenta as concentrações de catecolaminas no plasma e na urina e eleva, de forma transitória, a glicemia por estimulação da glicogenólise e da lipólise. Absorve-se bem e com facilidade com administração oral ou parenteral. 
Atravessa a placenta e a barreira hematoencefálica. É metabolizada no fígado e seus principais metabólitos são ácidos 1-metilúrico, 1-metilxantina e 7-metilxantina. Nos adultos, parte da dose metaboliza-se em teofilina, teobromina e ácido trimetildiidroúrico. É eliminada por via renal, principalmente como metabólito.

Indicações
Fadiga ou sonolência. Em associação com ergotamina, para o tratamento de cefaléias vasculares ou em associação com paracetamol, ácido acetilsalicílico ou dextropropoxifeno, para aumentar o alívio da dor, embora não possua atividade analgésica própria.

Posologia
Cápsulas: 200 a 250mg; repetir a dose conforme a necessidade, porém, não antes de 3 a 4 horas.

Dose máxima para adultos: até 1g/dia.
Em doses maiores, estimula os centros medular, vagal, vasomotor e respiratório, o que provoca bradicardia, vasoconstrição e aumento da freqüência respiratória.

Reações adversas
Enjôos, taquicardia, nervosismo, agitação, dificuldade para dormir (estimulação do SNC), vômitos (por irritação gastrintestinal), náuseas. Sinais de superdosagem: dor abdominal gástrica, agitação, ansiedade, febre, confusão, cefaléias, taquicardia, irritabilidade, centelhas de luz nos olhos.

Precauções
Consultar o médico se a fadiga e a sonolência persistir por mais de 2 semanas. Suspender o medicamento se apresentar pulso rápido, enjôos ou batimentos cardíacos extremamente fortes. Com o uso prolongado pode-se produzir hábito ou dependência psicológica. Durante o período de lactação, se a mãe ingerir 6 a 8 xícaras com bebidas que contenham cafeína, o lactente poderá apresentar sintomas de estimulação por cafeína, tais como hiperatividade e insônia. As crianças são especialmente sensíveis à superdosagem de cafeína e seus efeitos adversos sobre o SNC.
De acordo com SILVERMAN et al., 1992 foram relatadas em doses altas cefaléia e náusea durante a abstinência e vômitos são raros.
Já DEWS et al., observa em seu estudo que poucos usuários de cafeína relataram perda do controle da ingestão dessa substância, ou dificuldade significativa de reduzir ou interromper o uso da cafeína quando quiserem. Por essas razões, a cafeína não está incluída no grupo dos estimulantes que causam drogação (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 1994).

Interações
Pode aumentar o metabolismo dos barbitúricos, potencializar os efeitos inotrópicos dos betabloqueadores.
O uso simultâneo com complementos de cálcio pode inibir a absorção de cálcio.
A cimetidina pode diminuir o metabolismo hepático da cafeína.
Os anticoncepcionais orais podem reduzir o metabolismo da cafeína.
A absorção de ferro pode decrescer devido à formação de complexos menos solúveis e insolúveis.

Contra-indicações
A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de doença cardíaca grave, disfunção hepática, úlcera péptica, hipertensão e insônia.

Referência Bibliográfica
P.R. Vade-mécum 2004/2005
GOODMAN, Louis S; GILMAN, Alfred. As Bases Farmacológicas da Terapêutica, 11º Edição, Rio de Janeiro, McGraw Hill Interamericana do Brasil, 2006.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tribulus Terrestris


TRIBULUS TERRESTRIS

Dados Técnicos
Família: Zygophylaceae
Gênero: Tribulus
Espécie: Terrestris Linn
Sinonímia Botânica: Tribulus Languinosus Linn
Parte utilizada: Fruto Seco e Sementes
Marcador: saponinas esteroidais

Características
O Tribulus Terrestris é uma erva utilizada por centuriões na Europa e era chamada de “ puncture  yine”. Eles o usavam para o tratamento da impotência e como estimulante, aumento do libido e performance sexual em homens e mulheres. O tribulus é a alternativa natural mais forte para a sintetização de hormônios anabólicos. Não é um hormônio. Esse medicamento aumenta os níveis de testosterona sem qualquer efeito tóxico. Como a testosterona promove a síntese de proteínas e o balanço positivo de nitrogênio, os benefícios são o aumento das células dos músculos e conseqüentemente da força do corpo, assim como uma rápida recuperação em casos de stress muscular e recondicionamento dos músculos.
O Tribulus aumenta os níveis de testosterona em 30% ou mais em apenas 5 dias. O mecanismo com que o Tribulus produz esse efeito é devido a simulação de produção da secreção do hormônio LH ( hormônio luteinizante), produzido naturalmente pela glândula pituitária.
A planta cresce por toda a Índia, os arbustos florescem em solo preto muito irrigado em altitudes acima de 3000 metros.

Padronização
O extrato seco de Tribulus terrestris é padronizado geralmente em 40% de saponinas esteroidais.

Composição química
O extrato seco de Tribulus terrestris é obtido dos frutos dessa planta, que têm como principais ativos saponósidos esteróidicos (diosgenina, gitogenina, clorogenina, ruscogenina). É rico também em flavonóides, alcalóides, ácidos graxos essenciais, cálcio, fósforo, ferro, potássio, nitratos, taninos, açúcares redutores, diastase, flobafeno.

Indicações
Os frutos são doces, gelados, tem efeito afrodisíaco, emoliente, aperitivo, digestivo, expectorante, anti-emetico, antiinflamatório, laxativo, cardiotônico, fortificante. É também utilizado contra cálculo renal, anorexia, anemia, dispepsia, espermatorréia, gonorréia, doenças da pele, verminoses e doenças em geral.
As sementes são adstringentes, fortificantes, e são também usadas em hemorragias e úlceras no estômago.
A cinza de toda a planta é boa para aplicações externas como atrites reumáticas. As propriedades diuréticas da planta são devido a grande quantidade de nitratos presentes, assim como o óleo essencial extraído das sementes.
O Tribulus terrestris é um energético muito poderoso, e uma excelente opção para quem não quer tomar anabolizantes ou esteróide e necessita de muita força nos treinos.

Farmacologia
Atividade anti-urolítica: em estudos preliminares o efeito diurético do Tribulus terrestris em ratos brancos aumentou. O efeito diurético foi atribuído devido a presença de grande concentração de sais de potássio.
1- Ação diurética com o mínimo efeito colateral de Tribulus terrestris em ratos brancos foi confirmado.
2- Em estudos seguintes, a terapia com Tribulus evolui em várias disfunções urinárias. O extrato de etanol foi testado contra uma urolitíase provocada artificialmente em ratos albinos. O extrato foi administrado oralmente em 25,50 e 100mg/Kg diariamente no período de 4 meses. A dosagem exposta depende da atividade anti-urolítica e inibirá completamente a formação de pedras.

Dose
Extrato seco padronizado em 40% de saponinas: 85 a 250mg 3x ao dia, administrado nas refeições. Não é necessário fator de correção para essa concentração.
Máxima de 650 mg, tomar três vezes por dia ou conforme orientação médica.

Contra-Indicações
Existe a possibilidade do Tribulus terrestris potencializar os efeitos de medicações esteroidais.

Interações medicamentosas
Agentes esteroidais;
Estrógenos;
Contraceptivos orais;
Terapia de reposição hormonal;
Androgênios.

Segurança na lactação e na gravidez
Devido aos supostos efeitos hormonais do Tribulus, mulheres grávidas e lactantes não devem fazer uso deste fitoterápico.

Referências Bibliográficas
1. ALONSO, Jorge R. Tratado de Fitomedicina. 1º ed. Buenos Aires: IsisEdiciones, 1998.
2. Kumanov F, Bozadzhieva E, Andreeva M, et al. Clinical trial of the drug “Tribestan”. Savr.Med.1982;4:211-215
3. Zarkova, S. Tribestan: Experimental and Clinical Investigations. Sofia, Bulgaria: Chemical Pharmaceutical Research Institute; 1983.
4. Anand R, Patnaik GK, Kulshreshtha DK, et al. Activity of certain fractions of Tribulus terrestris fruits against experimentally induced urolithiasis in rats Indian J Exp Biol, 1994;32:548-552.
5. Sangeeta D, Sidhu H, Thind SK, et al. Effect of Tribulus terristris on oxalate metabolism in rats, J Ethnopharmacol. 199; 44:61-66.
6. Li M, Qu W, Chu S, et al. Effect of decoction of Tribulus terrestris on mice gluconeogenesis, Zhong Yao Cai. 2001;24:586-588.
7. Wang B, Ma L, Liu T. 406 cases of angina pectoris in coronary heart disease treated with saponin of tribulus terrestris. Chung His I Chieh Ho Tsa Chib.1990;10(2):85-87.
8. LaValle, J.B. et al. Natural Therapeutics Pocket Guide. Ed 2000-2001. Hudson: Apha, 2000.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

L-Carnitina

L-CARNITINA

Dados Técnicos
INCI Name: L-Acetylcarnitine Hydrochloride
Fórmula: C9H17NO4.HCl
Peso Molecular: 239,7

Ações
Neurotrófico. Reativador neuronal.

Descrição
Derivado natural da carnitina (componente normal do SNC e outros tecidos orgânicos), a qual é atribuída uma atividade neurotrófica em indivíduos com involução cerebral. A acetilcarnitina (alfa-trimetil-betabutironetaína) é gerada no nível mitocondrial pela acetilação da carnitina, processo mediado pela enzima acetiltransferase. De sua parte, o neurotransmissor fisiológico colinérgico acetilcolina sintetiza-se a partir do ácido acético e da colina, pela ação da enzima colina acetilase.

Possui uma similaridade estrutural e química com a acetilcolina e, portanto, é considerado um fármaco colinomimético ou acetilcolinosímile, já que promove a síntese e a liberação do neurotransmissor colinérgico. A atividade biológica energética é fundamental para a adequada oxigenação dos ácidos graxos no nível mitocondrial, e a acetilcarnitina é o único transportador seletivo através da membrana mitocondrial impermeável. Na realidade, representa uma forma de armazenamento de grupos acetil que podem associar-se com a coenzima A (Co A), necessária ao início do ciclo de Krebs para o metabolismo, tanto de ácidos graxos como de glicídios. Por tudo isso, a acetilcarnitina atua como um agonista sobre o receptor muscarínico e a neurotransmissão colinérgica; poderíamos defini-la como um reativador modulador-neuroprotetor do trofismo neuronal. É absorvida significativamente por via oral; estima-se que sua biodisponibilidade seja de 60%; no plasma é encontrada como tal e, finalmente, difunde-se no tecido cerebral.
A carnitina ajuda a regular o metabolismo de gordura no coração e nos músculos comuns, servindo de transportador de ácidos graxos até a mitocrôndria. O metabolismo dos ácidos graxos em pessoas obesas tem sido melhorado com a suplementação de carnitina. Ela ajuda a prevenir o acúmulo de gorduras saturadas, aumentando a utilização dos ácidos graxos.   

Indicações
Envelhecimento cerebral.
Distúrbios cognitivos (atenção, memória, concentração).
Processos involutivos cerebrais.
Mal de Alzheimer
Regulador do metabolismo de gorduras

Posologia
A posologia usual varia de 0,5 a 1,5g ao dia, divididas em 2 a 3 tomadas, de acordo com as indicações:
Depressão - 1 cápsulas de 500mg 2 vezes ao dia,
Mal de Alzheimer - 1 cápsula de 500mg 3 vezes ao dia,
Mente senil - 1 cápsula de 500mg 2 vezes ao dia.
Medicina esportiva - 1g ao dia, dividida em duas tomadas de 500mg, às refeições.

Reações Adversas
Excitação leve e ocasional, que remite a redução da dose.

Precauções
Pacientes com antecedentes de patologias convulsivas. Contra-indicado em gravidez e lactação.

Referências Bibliográficas
Batistuzo, J.A. de Oliveira et all.Formulário Médico Farmacêutico. 2ª edição. São Paulo: Tecnopress, 2002;
P.R.Vade-Mécum. 7ªed. São Paulo: Soniak, 2001.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Glutamina

GLUTAMINA
A Glutamina é um composto aminoácido , derivado do ácido glutâmico, classificado como aminoácido não essencial (sintetizado pelo organismo), encontrado no músculo, perfazendo aproximadamente 50% de todos aminoácidos livres.
Tem muitas funções no organismo, entre elas a desintoxicação da amônia, a regulação da síntese protéica, é um precursor do nitrogênio, promove a hidratação celular (uma das razões de aumentar a massa muscular), estimula a produção do hormônio do crescimento (WELBOURNE, 1995), mantém o equilíbrio ácido-básico, auxília no sistema imunológico, aumenta a produção de glicogênio no fígado. Portanto tem ação anticatabólica e anabólica. É muito utilizado como suplementos para atletas. Vem sendo muito estudado em nutrição esportiva, como eficiente no combate à sindrome de overtreino e ao catabolismo muscular, normalmente ocorrido em atletas submetidos a grande esforço físico.

Dosagem
A dose indicada é de 10g - 20g por dia.

Modo de Usar
Sendo que o principal horário para sua utilização é logo depois do treino.


*OBSERVAÇÃO ANTES DE INICIAR QUALQUER TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PROCURE SEU MÉDICO OU NUTRICIONISTA PARA UM MELHOR ACOMPANHAMENTO*


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sinetrol

SINETROL
Apresentação
Sinetrol é um extrato patenteado de frutas alimentícias cítricas (laranja vermelha, toranja e citrus) e extrato de guaraná, contém altas concentrações de biofenóis e cafeína. Esta combinação sinérgica oferece uma alternativa excepcional para a perda de peso e aumento do desempenho físico.
Sinetrol, mostrou uma atividade lipolítica potente ao aumentar os níveis do AMPc de duas formas específicas:
  • Inibindo a Catecol-metil transferase.
  • Inibindo a fosfodiesterase.

Mecanismo de ação
O mecanismo de quebra de gordura (conhecido como lipólise) resulta na hidrólise da gordura armazenada de nosso organismo (triglicerídeos) a glicerol e ácidos graxos livres (AGL). Este mecanismo é regulado por uma variedade de hormônios lipolíticos tais como: a adrenalina e noradrenalina chamadas “catecolaminas”.
Acredita-se que o primeiro passo destes hormônios lipolíticos seja mediado pelo AMPc em cascata. Os hormônios lipolíticos ativam a ciclase adenilato por meio dos receptores “Beta 3” resultando em aumento na síntese de AMPc, levando a ativação do hormônio sensível a lipase (HSL), resultando na hidrólise dos triglicerídeos armazenados a glicerol e ácidos graxos livres (AGL).
A primeira pesquisa preliminar sugere que o Sinetrol estimula a lipólise dos adipócitos ao aumentar os níveis do AMPc de três formas específicas:
  1. Inibição da Catecol-metil transferase, que bloqueia a atividade hormonal lipolítica;
  2. Estímulo dos receptores Beta-3;
  3. Inibição da fosfodiesterase que degrada o AMPc em uma forma inativa.
Função de queima de gordura e aumento do desempenho físico. Durante os exercícios aeróbicos, os ácidos graxos livres liberados do armazenamento de gordura fornecem ao corpo uma maior quantidade de energia aumentando o desempenho físico. 

Dosagem
700 a 1.000 mg, 2 vezes ao dia, sendo 1 cápsula pela manhã e outra na principal refeição.

Concentração de Biofenóis
60 - 80%

Pesquisa
Dr. Constant Dallas Ph.D., detentor da formulação do Sinetrol , foi o primeiro a identificar a única composição em biofenóis de frutas e suas propriedades queimadoras de gordura em potencial.
A partir desta pesquisa, Dr. Dallas produziu um extrato para queimar gordura usando todos biofenóis das frutas, que é mais eficiente do que os componentes isolados. Dr. Dallas, com educação formal em Química e Ciência dos alimentos, publicou mais artigos científicos sobre biofenóis de frutas.
  • Perda do PesoCorporal após suplementação com Sinetrol
Indivíduos saudáveis: (pessoas com disfunções renais, cardiovasculares e hepáticas foram excluídas) mulheres fora da gestação, não fumantes e pessoas que não estavam ingerindo qualquer medicamento ou suplemento alimentício. Cada participante foi informado a respeito do propósito do estudo e foi solicitada a assinatura de um termo de consentimento antes do início.
Dose: a fórmula testada (1,4g/ dia) estava na forma de cápsulas duras de 4 partes, cada uma contendo 350 mg de Sinetrol . As pessoas receberam Sinetrol duas vezes ao dia, por doze semanas. Eles tomaram 2 cápsulas pela manhã e 2 cápsulas na principal refeição.
Programa dietético: os participantes mantiveram seu exercício físico diário prévio e seus hábitos alimentares (1.500-2.000 cal/dia).
Avaliação: os participantes foram monitorados por sua composição corporal (% de gordura do corpo) por análise bioelétrica de impedância.
  • Perda da Gordura Corporal após suplementação com Sinetrol
Tolerabilidade
Durante as 12 semanas de tratamento com 1,4 g de Sinetrol por dia não foi observado qualquer efeito secundário principal (pressão arterial, taquicardia).

*OBSERVAÇÃO ANTES DE INICIAR QUALQUER TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PROCURE SEU MÉDICO OU NUTRICIONISTA PARA UM MELHOR ACOMPANHAMENTO*


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

D Ribose

D- RIBOSE
Produção de energia 

Introdução 
É um carboidrato da família das aldopentoses. É um tipo especial de carboidrato simples, uma pentose  (5  carbonos)  encontrada  em  todas  as  células  do  corpo  humano  e  é  essencial  para  a produção  de  ATP  (Adenosina  Trifosfato-  moléculas  orgânicas  responsáveis  pelo armazenamento de energia para os músculos inclusive do coração).

Finalidade terapêutica
É utilizada pelas células do corpo humano para converter nutrientes em ATP; sendo essencial para ajudar o corpo a restaurar seus níveis de energia celular, proporcionando benefícios nos músculos cardíacos e esqueléticos.

Indicações
  • Melhora a performance física e a resistência a exercícios; 
  • Combate à fadiga; 
  • Auxilia no tratamento de doenças cardíacas;  
  • Aumenta a performance de outros suplementos como creatina e L-carnitina. 
Dosagem
Recomenda  –se  o  uso  de  1.500  mg/dia,  divididas  em  doses  individuais.Não  exceder  10g/dia.
Deve ser tomada 1 hora antes do exercício e imediatamente após o mesmo.

Reações adversas
Não possui desde que seguidas recomendações médicas e posologia.

Interações medicamentosas
Não relatadas.

Estudos
Suplementação de ribose na formação de compostos energéticos  O interesse na suplementação de ribose como um ergogênico se dá ao seu potencial papel em não somente aumentar os componentes energéticos, mas também por poder resultar em uma melhora na performance durante a realização do exercício. Porém, o que a ribose pode trazer em questões reais de benefícios no rendimento para o esporte vem sendo avaliada tanto em animais, quanto em humanos. 
Tullson & Terjung estudaram em animais o papel que a ribose tem na recuperação dos níveis de adenina nucleotídeos em fibras musculares isoladas. Foi observado que, quando adicionada solução de ribose ao músculo, havia um aumento de 3,4 a 4,3 vezes nas taxas de síntese de novo, variando conforme o tipo de fibra utilizada.
Zarzeczy et al. avaliaram como a produção de ATP pelo músculo isolado de ratos poderia ser mantida durante uma hora no estado de restabelecimento (após contrações intensas) através da via de recuperação. A recuperação de adenina para ATP foi comparada com e sem a adição de ribose ao músculo, e observou-se que a recuperação de ATP foi incompleta e foram observadas baixas taxas de recuperação de adenina tanto no músculo em repouso (que não sofreu contrações) quanto no músculo em pós-contrações quando a ribose foi suplementada. Porém, a adição de ribose aumentou em aproximadamente cinco vezes a recuperação de adenina no estado de repouso e pós-contrações. Esses achados indicam que aumentando a recuperação de nucleotídeos com a administração de ribose pode ser importante na recuperação de ATP
após contrações intensas. 
Já em humanos, Van Gammeren et al.  realizaram um estudo envolvendo fisiculturistas recreacionais por um período de quatro semanas com suplementação de ribose, a fim de se determinar seus efeitos na composição corporal e na performance durante o exercício. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes na composição corporal entre o grupo placebo e o grupo ribose, mas este último grupo apresentou ganhos significantes na força e na resistência muscular, demonstrando um aumento significante na força de uma repetição máxima (1-RM) (p = 0,008). Porém, vale a pena atentar-se para o fato de que o grupo suplementado com ribose aparentou ser menos treinado que o grupo placebo.
Dunne et al. esperavam em seu estudo comparativo com ribose e dextrose (em remadores) que haveria uma melhora no tempo no grupo que utilizou ribose, talvez por melhorar a recuperação dos níveis de ATP e adenina nucleotídeos do músculo esquelético após exercício de alta intensidade. Porém, verificou-se que o grupo que utilizou ribose teve uma melhora média de somente 5,2 segundos, enquanto o grupo suplementado com dextrose teve uma melhora média significativa de 15,2 segundos. 
Embora alguns estudos indiquem que exista algum beneficio na performance com a suplementação de ribose, existem dados indicando que sua suplementação não traz nenhum efeito ergogênico. Op 'T Eijnde et al. avaliaram o efeito da ribose (16 gramas/dia durante 6 dias) na re-síntese de ATP em 19 indivíduos que realizaram múltiplas sessões de extensão de joelhos. As concentrações de ATP e adenina nucleotídeos sofreram uma redução de 25% e 20% (respectivamente) imediatamente após e 24 horas após o exercício nos grupos placebo e ribose. Baseado nos dados obtidos, os autores concluíram que a suplementação oral de ribose não mostrou um impacto positivo, tanto na performance durante o exercício como na
recuperação de ATP pós-exercício. 
Falk et al. verificaram que 2 gramas de ribose (como parte de um suplemento efervescente que também continha carboidratos, creatina e glutamina) suplementados em homens treinados não houve melhora na performance nos protocolos de 1-RM no bench press e em repetições a 80% da RM no bench press até a fadiga.
Kreider et al. utilizaram 10 gramas de ribose (5 gramas duas vezes ao dia) por durante 5 dias em homens treinados que realizaram corridas de ciclismo e não observaram nenhuma melhora na performance física no grupo suplementado. Similarmente, Berardi & Ziegenfuss observaram também em ciclistas que e a suplementação de ribose não resultou em um efeito substancial e consistente na capacidade anaeróbia, quando suplementado 32 gramas de ribose em pó distribuída ao longo de 3 dias (4 x 8 gramas por dose) em 8 homens ativos. Em outro estudo, utilizou-se como dose diária de ribose 600 mg/kg de peso (aproximadamente 42 gramas para um individuo de 70 kg) e foi realizado um programa de treinamento de 7 dias envolvendo 2 sessões diárias de treinos de corrida. A concentração de ATP muscular reduziu aproximadamente 25% imediatamente após a ultima sessão de treinamento e permaneceu baixa nas 24 horas, nos grupos ribose e placebo. Porém, após 72 horas, a suplementação de ribose aumentou o ATP muscular acima do observado no grupo placebo. Porém, isso não foi acompanhado por uma melhor performance avaliada pelo protocolo de corrida intermitente. 

Referências
Kurtzweil P. An FDA guide to dietary supplements. FDA Consum 1998;32(5):28-35.
Barret S. Consumer health: a guide to intelligent decisions. 6 ed. Madison: Brown & Benchmark Publishers, 1997.
Van Gammeren D, Falk D, Antonio J. The effects of four weeks of ribose supplementation on body composition and exercise performance in healthy, young male recreational bodybuilders: a double-blind, placebo-controlled trial. Curr Ther Res 2002;63(8):486-495.
Dodd SL, Johnson CA, Fernholz K, St Cyr JA. The role of ribose in human skeletal muscle metabolism. Med Hypotheses 2004;62(5):819-24. 
Schwirring L. Ribose: a rising star on the supplement scene? Phys Sportsmed 2001;29(10):49-50. 
Green HJ. Mechanisms of muscle fatigue in intense exercise. J Sports Sci 1997;15(3):247-56. 
Hargreaves M, McKenna MJ, Jenkins DG, Warmington SA, Li JL, Snow RJ, Febbraio MA. Muscle metabolites and performance during high-intensity, intermittent exercise. J Appl Physiol 1998;84(5):1687-91. 
Hellsten Y, Sjodin B, Richter EA, Bangsbo J. Urate uptake and lowered ATP levels in human muscle after high intensity intermittent exercise. J Appl Physiol 1998;274(4 Pt 1):E600-6. 
Brault JJ, Terjung RL. Purine salvage to adenine nucleotides in different skeletal muscle fiber types. J Appl Physiol 2001;91(1):2318. 
Tullson PC, Terjung RL. Adenine nucleotide synthesis in exercising and endurance-trained skeletal muscle. Am J Physiol 1991;261(2 Pt 1):C342-7. 
Zimmer HG, Martius PA, Marschner G. Myocardial infarction in rats: effects of metabolic and pharmacologic interventions. Basic Res Cardiol 1989;84(3):332-43. 
Zimmer HG. Significance of the 5-phosphoribosyl-1-pyrophosphate pool for cardiac purine and pyrimidine nucleotide synthesis: studies with ribose, adenine, inosine, and orotic acid in rats. Cardiovasc Drugs Ther 1998;12 Suppl 2:179-87. 
Zarzeczny R, Brault JJ, Abraham KA, Hancock CR, Terjung RL. Influence of ribose on adenine salvage after intense muscle contractions. J Appl Physiol 2001;91(4):1775-81.
Dunne L, Worley S, Macknin M. Ribose versus dextrose supplementation, association with rowing performance: a double-blind study. Clin J Sport Med 2006;16(1):68-71.
Op 't Eijnde B, Van Leemputte M, Brouns F, Van Der Vusse GJ, Labarque V, Ramaekers M, Van Schuylenberg R, Verbessem P, Wijnen H, Hespel P.J No effects of oral ribose supplementation on repeated maximal exercise and de novo ATP resynthesis. Appl Physiol 2001;91(5):2275-81.
Falk DJ, Heelan KA, Thyfault JP, Koch AJ. Effects of effervescent creatine, ribose, and glutamine supplementation on muscular strength, muscular endurance, and body composition. J Strength Cond Res 2003;17(4):810-6.
Berardi JM, Ziegenfuss TN. Effects of ribose supplementation on repeated sprint performance in men. J Strength Cond Res 2003;17(1):47-52.
Kreider RB, Melton C, Greenwood M, Rasmussen C, Lundberg J, Earnest C, Almada A. Effects of oral D-ribose supplementation on anaerobic capacity and selected metabolic markers in healthy males. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2003;13(1):76-86.
Hellsten Y, Skadhauge L, Bangsbo J. Effect of ribose supplementation on resynthesis of adenine nucleotides after intense intermittent training in humans. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol 2004;286(1):R182-8.

*OBSERVAÇÃO ANTES DE INICIAR QUALQUER TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PROCURE SEU MÉDICO OU NUTRICIONISTA PARA UM MELHOR ACOMPANHAMENTO*


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Citrus Aurantium - Laranja Amarga

Citrus aurantium L. (Mín. 6% de Sinefrina)
Termogênico Natural e Seguro

Nome Científico Citrus aurantium L.
Nome Comum Laranja amarga
Caracteres Organolépticos Pó de coloração marrom, com odor e sabor característicos.
Ativo - Doseamento No mínimo 6,0% de Sinefrina
Modo de Armazenamento A temperatura ambiente, em recipiente perfeitamente fechado e protegido da luz.
Extrato 
Citrus aurantium L., também conhecida por laranja amarga, trata-se de uma árvore originária da Ásia e pertencente a família das Rutáceas. Seu extrato rico em Sinefrina é extraído do fruto imaturo e está padronizado para conter no mínimo 6% deste ativo.
Citrus aurantium L. é conhecido pelos herboristas chineses como Zhi Shi e foi muito utilizado durante séculos para o alívio de alergias, asma, resfriados e estados inflamatórios.
O ativo Sinefrina é uma amina adrenérgica que possui muitos efeitos no organismo humano, incluindo o aumento da termogênese e conseqüente perda de peso. Além deste ativo, o extrato de Citrus aurantium L. possui outros compostos aminados, tais como, Octopamina, Tiramina, N-Metiltiramina e Hordenina.
Os níveis de aminas adrenérgicas no Citrus aurantium L. são normalmente baixos, porém são altos nos frutos imaturos que não são cosmetíveis. Por isso, que o extrato comercializado é extraído somente de frutos imaturos para obtenção de altos níveis de agentes termogênicos.
Diferentemente da Efedrina, ativo encontrado na planta denominada Ma Huang, os usuários de Sinefrina sofrem muito pouco, ou nada, da agitação que os usuários de de efedrina sofrem. Isto é devido ao fato da Sinefrina não atravessar a barreira hemato-encefálica tão facilmente como a Efedrina atravessa.
Farmacologia
Sinefrina e os outros alcalóides encontrados no Citrus aurantium L. são agentes adrenérgicos com atividade agonista seletiva aos receptores alfa e beta, estimulando a lipólise, aumentando o metabolismo basal e oxidação de gordura, através do aumento da termogênese.
Os receptores alfa adrenérgicos regulam a constrição dos vasos sanguíneos, contração uterina e dilatação da pupila. Os receptores beta adrenérgicos são estimulantes cardíacos, estimulam a lipólise, são broncodilatadores e vasodiltadores.
A Sinefrina promove vasoconstrição da musculatura lisa, quando atua como um agonista alfa, ligando-se aos receptores alfa-1. Esta ação resulta na vasoconstrição dos vasos pré-capilares e das pequenas vênulas, resultando numa vasoconstrição cutânea. Alguns cientistas teorizam que a vasoconstrição cutânea resulta na retenção de calor no corpo, resultando no aumento da termogênese. Outros sugerem que a Sinefrina ativa indiretamente a termogênese através da estimulação da atividade mitocondrial das células do tecido adiposo marrom, similar a ação da Efedrina. No entanto, esta estimulação não ocorre através da estimulação do sistema nervoso central, resultando na liberação de noradrenalina iniciada pela Efedrina.
A atividade broncodilatadora da Sinefrina, resulta num aumento da recaptação de oxigênio e, conseqüente, aumento da termogênese.
A superfície de várias células, especialmente células musculares e de gordura, contém receptores específicos conhecidos como beta-receptores. A Sinefrina provoca a ativação dos sítios de receptores beta específicos, quando age indiretamente como um beta-agonista. Como conseqüência desta ativação, uma seqüência de processos são iniciados, induzindo a quebra e uso da gordura armazenada para produção de energia e aumento do metabolismo muscular. Muitos estudos confirmaram a habilidade da Sinefrina em iniciar o processo de termogênese. A produção de calor é um processo metabólico natural do nosso organismo. Porém, este processo torna-se prejudicado para muitas pessoas, quando envelhecem e acumulam grande quantidade de gordura armazenada.
A Sinefrina é uma substância muito importante para o tratamento da obesidade devido a sua habilidade em se ligar não somente a receptores alfa-1, mas também por ativar um específico e recentemente conhecido subgrupo de beta-receptores denominados beta-3 receptores. Os receptores beta-3 aceleram a lipólise e aumentam o metabolismo basal através da termogênese. Poucas são as substâncias capazes de ativar diretamente os receptores alfa-1 e ativar indiretamente os receptores beta-3, resultando em termogênese e aumento da recaptação de oxigênio, enquanto minimiza a ativação dos receptores beta-1 e 2 resultando na diminuição da estimulação do sistema nervoso central e músculo cardíaco.
Propriedades
Sinefrina:
1. aumenta a lipólise e termogêsese.
2. melhora a performance física durante exercícios aeróbicos, através da liberação de energia da reserva de gordura.
3. aumenta a massa muscular magra, pois quando o organismo está utilizando uma porcentagem da gordura de sua reserva, qualquer dieta protéica torna-se mais disponível para incorporação em massa muscular magra.
Indicações
O extrato de Citrus aurantium L. é indicado em dietas de emagrecimento, exercícios físicos e como energético.
  
Reações Adversas
O extrato de Citrus aurantium L. é um agente termogênico eficaz, sem causar as reações adversas comuns aos alcalóides da Efedra. Estudos recentes indicam que as aminas adrenérgicas do extrato de Citrus aurantium L. causam pouco ou nenhum efeito no sistema nervoso central e cardiovascular (1).
Contra-indicações
O uso do extrato de Citrus aurantium L. não está recomendado para pacientes hipertensos, grávidas, lactantes, diabéticos e pessoas em tratamento com inibidores da MAO.
Dosagem
A dose é de 200 a 400 mg do extrato padronizado contendo no mínimo 6% de Sinefrina, duas a três vezes ao dia juntamente com às refeições. Dosagem mínima: 400 mg/dia. Dosagem máxima: 1.200 mg/dia.
Sugestões de Associação
Para maximização do efeito emagrecedor, o extrato de Citrus aurantium L. pode ser associado ao Picolinato de Cromo. Para maximização do efeito termogênico, o extrato pode ser associado ao Guaraná em pó.
Bibliografia
1. Hedrei, P. and Gougeon, R. Thermogenic effect of beta-sympathicomimetic compounds extracted from Citrus aurantium. McGill Nutrition and Food Science Center, Royal Victoria Hospital, 1997.
2. MURRAY, M. T. The Health Power of Herbs. 2nd edition. USA: Prima Health, 1995.
3. ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. Argentina: Ediciones SRL. 1999.

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